Cidades
Fonoaudióloga alerta para riscos da perda auditiva
A habitual limpeza do ouvido, com o uso de bastões de algodão, deve se limitar à orelha, ou seja, à parte externa. ?Não se deve inserir o bastão na parte interna. Esse ato pode resultar em danos à audição?, alerta a fonoaudióloga Rayné Moreira Santos, do Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (Cerest), unidade da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), que encerrou nessa segunda- -feira, 13, a programação alusiva à campanha de prevenção e combate à surdez. Mais uma vez a campanha teve como foco a perda auditiva induzida por ruído, um problema que impacta, principalmente, trabalhadores da construção. ?Eles são a classe mais acometida?, confirma a profissional de saúde. Segundo ela, de janeiro a outubro deste ano, o Cerest registrou 15 casos de perda auditiva geral em Alagoas. Ao longo dos últimos sete anos, chegou a 54 o número de trabalhadores atingidos. Mas, afirma a fonoaudióloga, embora sejam oficiais, esses números não refletem a realidade dos danos causados. ?Os dados sobre a perda auditiva em Alagoas são subnotificados?, afirma Rayné Moreira. Ela explica que, embora sejam obrigadas, as empresas não informam as ocorrências, o que tornam falhas as estatísticas sobre problemas auditivos. ?Temos feito campanhas de esclarecimento, mostrando que a empresa não tem custo ou qualquer prejuízo quando informa que um trabalhador foi diagnosticado com perda auditiva. Basta encaminhar a ficha de notificação ao Sistema de Informação de Agravo à Saúde [Sinan]?, disse ela. Entretanto, acrescenta, é papel da empresa assegurar equipamentos de proteção individual a seus trabalhadores ? adequados a cada função ?, e ao mesmo tempo assegurar que sejam usados durante a atividade laboral.