Cidades
Débora Isis é sepultada após ser velada por três dias em Rio Largo
Uma família emocionada, triste, revoltada. Foi sepultado ontem, no Cemitério São José, em Rio Largo, o corpo da jovem Débora Ísis Mendes de Gouveia, 18 anos. A garota que sonhava brilhar como cantora gospel, adoeceu, ficou internada em três unidades hospitalares e teve confirmada sua morte. A mãe, a dona de casa Teresa Cristina Mendes, recusava-se a enterrar a filha, por acreditar que ela estava viva. O corpo de Débora foi velado por três dias e somente ontem, após o Instituto Médico Legal (IML) confirmar o óbito, a família da jovem decidiu por sepultá-la. O caso repercutiu após os parentes dela duvidarem da morte. Ela teria se mexido quando já estava no caixão e não exalava mau cheiro. Uma hipótese chegou a ser levantada: se era um caso de catalepsia. Débora foi dada como morta no último domingo, 12, em hospital particular de Maceió. Estaria com quadro de virose e teve parada cardíaca. Antes passou por duas unidades públicas de saúde. ?Minha agonia começou na terça-feira retrasada, quando ela foi internada no Ib Gatto (hospital), depois encaminharam para o HGE e lá ela ficou três dias na ala vermelha sem eu ver ela, sem poder dar um banho na minha criança. Mandaram para o Hospital Vida e foi lá onde deram óbito?, conta Teresa Cristina. Segundo a dona de casa, mesmo informado sobre o óbito, a família teria presenciado que ?a menina dava movimentos no corpo como se estivesse viva e no lugar de mandarem para o IML mandaram para casa. Não reanimaram ela?, lembra Teresa Cristina, mãe de seis filhos, sem marido, e que sustenta todos com recursos do programa federal Bolsa-Família.