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Representantes de minorias pedem respeito à diversidade

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As redes sociais são um bom termômetro para se avaliar se um assunto gerou interesse. Considerando essa máxima, o Dia Internacional da Tolerância, ontem, passou em branco, ou seja, não entrou na pauta dos internautas alagoanos. Criado em 1996, pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), ?para fomentar a tolerância, o respeito, o diálogo e a cooperação entre diferentes culturas, religiões, povos e civilizações?, a data foi pouco lembrada por aqui. ?Vivemos um momento de muita intolerância, resultado inclusive da situação política e econômica do País, mas infelizmente não está se discutindo as questões com a seriedade necessária?, disse a ativista Arísia Barros, da ONG Raízes de África. Para ela, a intolerância racial, por exemplo, aprofunda os dramas vividos pela população negra. A ativista cita o número crescente de mulheres (feminicídio) e jovens negros assassinados, uma questão grave que, em sua avaliação, não está sendo enfrentada pelos poderes públicos. ?A população acredita que negro é marginal, e que, por isso, a morte desses jovens é aceitável?, lamenta Arísia Barros. Ao criar a data, que deve ser comemorada anualmente em 16 de novembro, a ONU busca promover o bem--estar, o progresso e a liberdade de todos os cidadãos. É essa liberdade, afirma Nildo Correa, presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), que não está existindo. ?A intolerância começa dentro de casa, e de lá segue para a escola, para o local de trabalho, para as ruas, transformando-se em agressão e morte?, disse ele, sobre a falta de tolerância, ainda gritante, contra a população LGBT (sigla para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros). Ao condenar a violência contra LGBTs, Nildo Correia afirma que, este ano, 383 pessoas desse segmento foram assassinadas no Brasil, 18 delas em Alagoas. As estatísticas do movimento gay mostram ainda 124 denúncias de agressões físicas. ?Vidas estão sendo ceifadas pela homofobia. E já começamos a perceber um aumento expressivos no número de suicídios na população LGBT?, revela o ativista do GGAL. A intolerância, disse Nildo, está na falta de resposta do Estado, que não pune devidamente os agressores, e nos LGBTs que são expulsos de casa, que são ridicularizados na escola e no trabalho. ?Ao se ver na rua, sem apoio da família, eles e elas acabam se prostituindo, tornando--se marginais, uma vulnerabilidade que acaba levando ao consumo de drogas?, acrescenta o presidente do Grupo Gay.

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