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Pais devem ficar atentos a sinais

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Em 2016, Alagoas registrou 108 novos casos de câncer em crianças e adolescentes até os 19 anos. A estimativa para 2017 ainda não foi definida, mas provavelmente o Estado estará entre os cerca de 12.600 casos novos que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), serão registrados no Brasil até o final deste ano. Hoje, Dia Mundial de Combate ao Câncer Infantojuvenil, a coordenadora técnica do Programa Diagnóstico Precoce da Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), psicóloga Roberta Fernandes, destaca a importância de se observar os sintomas do câncer, considerada a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes no País. Mas a coordenadora técnica da Uncisal prefere não falar em número de mortos. Para ela, neste dia, vale mais lembrar as chances de cura, que chegam a 80% quando o diagnóstico e o tratamento são ágeis. ?Optamos por não limitar o olhar das pessoas. Falar de morte é reduzir as chances de cura?, afirma. Dados do Inca indicam que 8% do total de mortes nessa faixa etária (de 1 a 19 anos) é causado pelo câncer. ?A leucemia, os do sistema nervoso central, os linfomas, os tumores ósseos e retinoblastoma (que afeta a retina, fundo do olho) estão entre os tumores mais frequentes na infância e na adolescência?, disse Roberta. Porém, a psicóloga destaca que, hoje, em torno de 80% dos casos de câncer infantojuvenil podem ser curados. Para isso, é preciso assegurar às crianças e adolescentes um diagnóstico precoce e o tratamento em serviços habilitados. ?No câncer não há prevenção. O que temos é informação e necessidade de acesso fácil a exames e a tratamento. Essa é uma luta imensa?, diz Roberta Fernandes, para quem é essencial que os profissionais de saúde sejam capacitados para identificar os sinais da doença. Um diagnóstico preciso de câncer infantojuvenil só pode ser dado por um oncopediatra, profissional responsável pelo planejamento e tratamento do paciente em idade de 0 até 19 anos e 11 meses. ?Mas outros profissionais da área podem ser preparados para não confundir os sinais da doença, que são muito semelhantes a uma virose?, alerta.

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