Cidades
Surfistas aprendem a salvar vidas
Somente este ano, o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL) registrou mais de 40 mortes por afogamento no Estado, revelou o sargento BM Alexandre. A ocorrência já é a segunda causa de morte, no Brasil, entre crianças de 1 a 9 anos. A maioria dos casos acontece em piscinas e dentro da própria residência das vítimas. Os números são alarmantes: de acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), 17 pessoas morrem afogadas diariamente no País, totalizando aproximadamente 7 mil acidentes dessa natureza por ano. Em Alagoas, o Corpo de Bombeiros promove uma ação, que tem como alvo principal os surfistas, mas é aberta a qualquer pessoa, onde os guarda-vidas ensinam formas de ajudar a prevenir, salvar e aplicar os primeiros socorros em vítimas de afogamento. Ontem, na Praia do Pontal da Barra, foi promovida a terceira edição do projeto ?O Surf Salva?, que faz parte da Semana Latino--Americana de Prevenção de Afogamentos. O objetivo é diminuir os números de morte nessas circunstâncias. Conforme o sargento Alexandre explica, um dos fatores para esse número de afogados ser tão grande é a falta de efetivo de guarda-vidas nas praias. Hoje, o Corpo de Bombeiros de Alagoas conta com 115 pessoas, incluindo o comandante da unidade e 55 guarda-vidas atuantes nas praias. Diante disso, o militar ressalta a necessidade das pessoas terem consciência e cautela ao nadar em lugares de risco. ?Se uma pessoa sofre alguma enfermidade, não pode estar em locais assim, desacompanhada. Deve procurar, sempre, alguma companhia e, se possível, até evitar a localidade?, aconselha. Citando o caso do bancário que estava desaparecido desde o último dia 5 de novembro e descobriu--se que foi vítima de afogamento, de acordo com o bombeiro, José Nailton, 30 anos, teve um ataque epilético enquanto nadava, o que resultou em sua morte. * Sob supervisão da editoria de Cidade.