Cidades
Entidades discutem a��es para tirar meninos das ruas
Cerca de 40 entidades engajadas na problemática da criança e do adolescente participam, desde ontem, no auditório do Ministério Público, em Maceió, do I Seminário de Avaliação das Ações Desenvolvidas com Crianças e Adolescentes em Situação de Risco Pessoal e Social no Centro de Maceió, promovido pela prefeitura, através da Fundação Municipal de Apoio à Criança e ao Adolescente (Funacriad), em parceria com o governo do Estado, Ministério Público e Unicef. O objetivo é avaliar todas as experiências existentes, com seus erros e acertos, buscando propostas sustentáveis para a inclusão social desses meninos e meninas. Entre as entidades participantes, oito têm experiências de intervenções no centro de Maceió. Elas apresentam suas realizações e suas dificuldades para que se tenha um diagnóstico dos pontos críticos que impedem o avanço de determinadas ações e seus resultados. ?Conhecemos projetos interessantes, aparentemente eficientes, mas que não têm sido eficazes na retirada dessas crianças e adolescentes das ruas. Precisamos saber por que, quais as dificuldades, como fazer para superá-las?, diz Tereza Nelma, representante da Funacriad. Na sua avaliação, o problema maior é estrutural. Falta de emprego e de moradia que desestruturam famílias, levando as crianças a morar nas ruas, e a falta de local para onde levá-las ao tirá-las das ruas. ?Falta essa retaguarda, mas alguns passos importantes já estão sendo dados. A prefeitura já autorizou à Casa de Passagem Feminina, o abrigo para crianças de 0 a 6 anos, a descentralização dos conselhos tutelares da Criança e do Adolescente e a eleição do Conselho Tutelar do Centro da Cidade?, diz Tereza Nelma. Ela destaca, ainda, o encaminhamento de adolescentes (já foram seis) para a Fazenda Esperança, em Garanhuns, para tratamento de drogados. Um dos principais focos das discussões e das ações é a Praça dos Martírios, onde 47 adolescentes (alguns já adultos), vivem permanentemente, desde a infância. A maioria é usuária de drogas e alguns portadores de doenças sexualmente transmissíveis, inclusive o HIV (vírus da Aids).