Cidades
MPE exige apuração célere e imparcial
O Ministério Público Estadual (MPE) não vai permitir que integrantes da Polícia Militar sejam punidos ?por cumprir com suas obrigações?, disse ontem o procurador-geral Alfredo Gaspar de Mendonça. Ele se refere ao caso dos três integrantes de guarnição do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) que abordaram um coronel da PM/AL, durante blitz no Trevo do Gunga, e teriam sofrido retaliação. O chefe do MPE afirmou ainda que o órgão ministerial também não vai aceitar que a PM aja com ?corporativismo?. Ele defende que se investigue, de forma célere e imparcial, as circunstâncias da abordagem policial, garantindo o direito de ampla defesa aos acusados. A fala do procurador se dá quase uma semana após a prisão de dois militares que teriam abordado o coronel Adroaldo Freitas Goulart de forma desrespeitosa. Pouco depois, eles foram presos e transferidos para unidades no interior de Alagoas. ?O Ministério Público defende que, naquele momento da abordagem, os militares representavam o Estado. Para o Estado, não existe patente, mas, sim, a lei. Para o Ministério Público, pouco importa se era um coronel ou um general sendo abordado. O MPE não deixará que os policiais sejam prejudicados se tiverem agido dentro da legalidade?, destacou o procurador-geral de Justiça.