Cidades
Transporte coletivo é debatido
Os avanços e retrocessos do transporte coletivo da capital, sobretudo após a licitação que implicou na redução do número de empresas de ônibus, a proliferação dos clandestinos e a perspectiva de ampliação do VLT até o bairro de Mangabeiras, em Maceió, foram tema de debate conduzido pelo radialista Rogério Costa, na Rádio Gazeta AM, ontem pela manhã. ?Considero o pior sistema de transporte (coletivo) do Brasil o de Maceió?, criticou Écio Ângelo, ainda presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário (Sinttro), minutos após intervenção do representante da SMTT, Jorge Bezerra, para quem a autarquia municipal tem promovido melhorias e fiscalizado a ação do transporte clandestino. ?Existe omissão em relação à fiscalização. São muitos os terminais irregulares. A SMTT deveria inibir a circulação dos clandestinos, mas não o faz?, disparou o sindicalista, que, no entanto, reconheceu a redução da violência dentro dos coletivos que circulam entre os bairros da capital. Ao sustentar que a prefeitura tem feito o possível para melhorar o sistema, o representante da SMTT também relacionou as dificuldades por que passa o transporte à crise econômica atual. ?Maceió foi a capital que menos perdeu (faturamento). O projeto Domingo é Meia é uma alternativa da prefeitura para superar adversidades?, comentou o servidor. O sindicalista concordou que a crise afasta usuários do transporte, mas não deixou de enfatizar que isso se justifica sobretudo pela proliferação da oferta de transporte clandestino. O avanço do transporte complementar, sem que haja eficaz fiscalização permanente por parte da Arsal, explicaria também por que muita gente deixa de usar ônibus para se deslocar em vans autorizadas apenas para levar passageiro de uma cidade a outra.