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Sintaxi desaconselha adoção da bandeira 2

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Numa tentativa de manter os passageiros e evitar um prejuízo maior neste fim de ano, os taxistas que trabalham em Alagoas devem abrir mão da chamada ?bandeira 2?, que garante uma renda extra, considerada o 13º salário da categoria. A orientação do Sintaxi é para que o taxista conceda descontos nas corridas para preservar o cliente e frear a migração deles para outros meios de transporte, apesar da cobrança da bandeira diferenciada ser um direito legal. Desde que aplicativos como o Uber começaram a atuar no Estado, os taxistas contabilizam perdas de 50% no número de passageiros. Segundo o Sintaxi, essa perda tem levado muitos deles a desistir do negócio e buscar a sobrevivência em outras atividades. Atualmente, a frota legal de táxis em Alagoas é de pouco mais de 3 mil veículos. A bandeira 2 deveria ser implantada a partir desta quarta-feira, 6, até 6 de janeiro de 2018, em horário integral. Hoje, o passageiro só paga essa tarifa diferenciada nos fins de semana e feriados, no horário entre 22 horas e 6 da manhã do dia seguinte. ?O sindicato não pode dizer ao taxista que não use a bandeira 2, porque é um direito adquirido. Entretanto, em função da crise provocada pelo desempenho ruim da economia e pela implantação de aplicativos como o Uber, nós orientamos a categoria a não perder cliente e conceder descontos?, informa o secretário-geral do Sintaxi, Fernando Ferreira da Silva. Conceder desconto significa, em outras palavras, não implantar a bandeira 2. Na contramão da orientação do Sintaxi, taxistas reagiram e garantem que não deixarão de utilizar a bandeira 2 no período previsto. ?Nós já estamos muito sacrificados. A gasolina está cara, os acessórios do carro são caros, então, tem que ter a bandeira 2 neste período. Eu não abro mão?, enfatizou Renato Domingos, taxista há 14 anos. Cícero José Aquilino, taxista há 25 anos, também afirmou que vai implantar a bandeira 2 em suas corridas. Para ele, esse direito deveria ser adotado por todos os taxistas. ?O sindicato deveria nos incentivar a adotar a bandeira 2 e a legalização do Uber deveria existir, porque esse serviço é que foi a nossa desgraça. Os nossos direitos não deveriam ser diminuídos por causa desse problema?, diz. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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