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Iniciativas ajudam comunidades carentes

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2017 se aproxima do fim, e, nesse período, as pessoas geralmente param para refletir sobre seus atos durante o ano. Para aumentar o peso das boas ações na balança, ou ainda estimulados pelo espírito de solidariedade natalina, muitos contribuem com instituições de caridade ou participam de campanhas de arrecadação de donativos. Mas, para fazer o bem, não é necessário agir junto a ONGs ou instituições, ou ainda necessariamente tirar dinheiro do bolso. Iniciativas individuais também conseguem ajudar comunidades carentes ou até mesmo salvar vidas. O estudante de Direito que ?acordou? o palhaço que tinha dentro de si e passou a promover ações para melhorar a vida das crianças no Conjunto Brisa do Lago e a psicóloga que passou a dar palestras e a ajudar voluntariamente adolescentes que estão passando por depressão ou pensando em suicídio mostram que ter empatia é mais importante que ter dinheiro na hora de ajudar o outro. A psicóloga Acácia Dantas ficou sensibilizada ao saber que adolescentes de uma escola de Lagoa da Canoa estavam praticando automutilação, três anos atrás. Na época, estava deixando o trabalho no Conselho Tutelar do município, mas percebeu que, mesmo assim, precisava fazer alguma coisa. ?Conversei com a direção da escola e pedi para fazer uma palestra. Eles ficaram um pouco resistentes no começo, não tinham conhecimento sobre o que estava acontecendo. Mas fiz a palestra e o resultado foi muito bom?, conta. Do trabalho surgiu o projeto ?Amigos em Ação?, formado por ela, as duas filhas e o irmão, que é assistente social. Eles passaram a fazer palestras em escolas e igrejas levando temas comuns à juventude de hoje, como depressão bullying e violência, e como ?pagamento? recebem donativos que posteriormente são distribuídos em instituições de caridade. Também a partir das palestras, alguns jovens que passam por problemas se aproximam do grupo e passam a receber aconselhamento. ?Fico contente em dizer que, nos últimos três anos, não houve suicídios em Lagoa da Canoa. É muito gratificante saber que salvamos vidas?, afirma a psicóloga, explicando que há casos em que os jovens e adolescentes são encaminhados para receberem um acompanhamento adequado.

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