Cidades
Pescadores cobram defeso para o sururu
O camarão, siri, caranguejo (uçá e guaiamum), peixes como camorim, carapeba, curimã, cambiro e as outras espécies do complexo lagunar Mundaú que estavam desaparecidas, voltaram. Mas a pesca ainda é pequena. Pescadores como Alexandre Guedes da Silva e o filho dele, Alexandre Lima Guedes, do porto de Bebedouro, preparam as redes e já conseguem garantir o sustento da família. ?O sururu voltou, mas ainda está pequeno. A gente vai sobrevivendo da pesca que ainda é pouca e de pequenos biscates?. Eles confirmaram que já há condições de trabalhar com a pesca de peixes tradicionais da lagoa. Acreditam que o vento Nordeste e maré alta de lua salinizaram a água e ajudaram a recompor a vida. Pai e filho pediram a criação do período de defeso do sururu. ?Todo mundo sabe que a partir de maio acabam as condições de pesca, o sururu desaparece e só depois de outubro que as coisas começam a melhorar. Acho que neste período deve ser proibida a pesca na lagoa, e a gente vai sobreviver do salário mínimo que se paga no período de defeso, como acontece com a lagosta e outros pescados?.