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Negras são mais vulneráveis

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O Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência 2017 (IVJ 2017) analisa, pela primeira vez, os números da violência que têm as mulheres como vítimas. A pesquisa mostrou que, como os homens, as jovens negras correm mais risco de serem assassinadas em comparação com as jovens brancas de 15 a 29 anos. Essa desigualdade entre negras e brancas, em relação às taxas de homicídio, não pode ser medida em Alagoas porque em 2015, ano do levantamento, não houve homicídio de mulher brancas no Estado, nessa faixa etária. Já a taxa de mortalidade entre jovens negras foi alta. Alagoas aparece com 10,7 mortes por 100 mil habitantes na mesma faixa etária e composição racial. Essa desigualdade é mostrada também no Atlas da Violência (2017). Esse documento revela que entre 2005 e 2015 a taxa de homicídios de mulheres brancas teve redução de 7,4%, enquanto a taxa de mortalidade de mulheres negras aumentou 22% no País. ARAPIRACA E MACEIÓ No ranking dos municípios com mais de 100 mil habitantes, o índice de vulnerabilidade juvenil mostra que o risco de um jovem de 15 a 29 anos morrer assassinado é maior em Arapiraca do que na capital alagoana. Em Maceió, a pesquisa da Unesco mostrou vulnerabilidade alta, levando o município à 52ª posição no ranking nacional.

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