Cidades
Impasse mant�m fam�lias em situa��o de risco no Reginaldo
FÁTIMA ALMEIDA Os órgãos da Prefeitura, Defesa Civil e representantes dos moradores ainda não chegaram a um consenso para a retirada das 17 famílias que vivem debaixo da ponte do Reginaldo, na mira de barrotes de madeira deixados há quase 30 anos amarrados à ponte, a cerca de 40 metros de altura. Desgastados pelo tempo, os pedaços de madeira, pesando cerca de 20 quilos cada um, são uma ameaça à vida das pessoas. A Defesa Civil entende como urgentíssima a saída das famílias para que os barrotes sejam retirados pelo Corpo de Bombeiros, antes que aconteça um acidente com vítimas fatais. O problema é definir onde colocar as famílias. As reuniões não têm apontado as soluções urgentes que o caso requer. Ontem aconteceu mais um encontro entre representantes dos órgãos envolvidos na questão, mas os impasses para a retirada das famílias não foram superados. Entre as propostas apresentadas pela Secretaria de Habitação e discutidas na reunião estão a de indenizar as famílias pelo valor dos barracos a serem demolidos; construir barracos provisórios nos moldes dos construídos na Favela de Jaraguá ou reservar uma área no próprio Reginaldo (onde hoje está um parque de diversão, e construir barracos provisórios, nos mesmos padrões dos atuais. A rejeição à última alternativa tem quase unanimidade. ?Uma coisa é uma pessoa desempregada, sem ter onde dormir, construir um barraco de papelão para morar. Outra coisa é o poder público construir um barraco nesse padrão e entregar como moradia, seja por qual tempo for?, observa Galvacy de Assis, da Defesa Civil Municipal. Os representantes dos moradores também fazem restrições à proposta. Eles sugerem que a Prefeitura demarque um terreno para as 17 famílias e doe o material de construção para que sejam construídas pequenas casas em regime de mutirão. Enquanto a solução não chega, o Corpo de Bombeiros está trabalhando na retirada de todo o material que pode ser alcançado com a prática do rapel. Eles já recolheram cerca de 300 barrotes e 100 tábuas, e esperam concluir o trabalho nas laterais da ponte até a próxima semana. A madeira na parte central vai ter de esperar a solução dos impasses, porque só pode ser alcançada com o uso de escada Magirus.