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Famílias da beira da lagoa ainda aguardam ajuda

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A desempregada Rosane dos Santos, 29 anos, há seis moradora do Dique-Estrada, no Vergel do Lago, disse ter perdido todo o pouco que tinha em seu casebre, de pouco mais de dois metros quadrados, por causa do avanço das águas da Lagoa Mundaú, durante o auge do período chuvoso. Ela ainda espera por algum auxílio oficial. Deve, aliás, esperar muito mais, visto que não há definição concreta de liberação de recursos para quem foi atingido pela chuvarada dentre as 2.500 famílias da região. ?A Mundaú subiu. Chovia demais. Perdi colchão, mesa velha e outras coisas. Por pouco, o barraco não caiu. Apareceram algumas pessoas prometendo ajudar, mas nada até agora. Aí, fui pedir de porta em porta. Já tenho cama, colchão e alguma roupa?, explicou à Gazeta de Alagoas, ontem, enquanto observava o pequeno José Rodrigo da Silva, 12 anos, em meio ao que restou do barraco onde vivia com os pais e mais cinco irmãos. ?A gente também perdeu quase tudo com a chuva. A água ficou no meio da canela. A gente nem conseguia dormir?, lembra o adolescente, que regressa hoje ao município de Atalaia, para onde já viajou sua mãe, Marinez Feitosa, a ?Tota?. Até ontem, ele estava na ?casa? de uma amiga da família. ?Não apareceu nenhuma ajuda, além do Bolsa Família. Minha mãe resolveu voltar. Viajo amanhã (hoje)?, reforçou o garoto, que, olhar triste, disse não saber ler nem escrever. Para a secretária municipal de Assistência Social, somente auxílio-moradia não resolve o problema de muitas das famílias que vivem à beira da lagoa. ?É preciso muito mais, até porque o prejuízo a quem vive por ali não é o mesmo causado aos que vivem em áreas como Bebedouro, por exemplo?, comentou Celyane Rocha.

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