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Violência afeta trabalho na Saúde

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Funcionários e pacientes dos postos de saúde em Maceió denunciam falta de segurança e infraestrutura. Na Unidade de Saúde Carla Nogueira, localizada no Conjunto Selma Bandeira, há relatos de ameaças, invasões e roubos na localidade. Já a Unidade Básica de Saúde Denisson Menezes, localizada no Tabuleiro do Martins, permanece de portas fechadas após assalto sofrido no último dia 6. Há pouco mais de um ano exercendo a função de técnica de enfermagem na USF Carla Nogueira, Tânia Núbia Azevedo relata que, durante esse período de trabalho, já aconteceram duas invasões que resultaram em assaltos. Em uma, os criminosos levaram computador e ar-condicionado, e na última, que ocorreu no domingo, 10, quando a USF estava fechada, resultou no roubo de fios de cobre do ar-condicionado e de uma geladeira. ?Os criminosos ainda tentaram roubar o ar-condicionado e o compressor da odontologia. Nós notamos isso porque um pedaço do local onde o compressor é instalado está quebrado?, explica. Tânia ainda conta que, no dia seguinte ao assalto, a unidade não continha sinais de arrombamento, e a isso ela atribui a fragilidade das portas do posto de saúde. Segundo ela, em 2013, a diretoria da unidade solicitou à Prefeitura de Maceió reforço nas portas do posto e a instalação de grades de segurança. Porém, a unidade não obteve, até o momento, respostas sobre o pedido, afirma. Apesar das invasões acompanhadas de roubos, Tânia detalha que o posto de saúde nunca registrou assalto à mão armada em horário de funcionamento. Mas aponta que o medo de que isso aconteça existe e que há funcionários ameaçados constantemente. ?Já teve homem que entrou aqui para uma consulta e assaltou uma médica, e já tiveram casos de pessoas ameaçando funcionários devido a problemas no atendimento ou por causa da falta de alguma medicação. Os funcionários daqui sofrem agressões verbais constantes?, conta. Neste ano, as câmaras e aparelhos de segurança da USF Carla Nogueira foram retirados da unidade, informa Ismaley Viana, agente comunitário. Ele explica que os aparelhos foram desativados no ano passado e que este ano houve o recolhimento. ?O que nos informaram foi que isso aconteceu devido ao rompimento do contrato com a empresa que prestava serviços de segurança aqui. Agora nós não temos segurança?. * Sob supervisão da editoria.

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