Cidades
Celular pode salvar vidas na telemedicina
O nome América Telemedicina Infarct Network, que se resume a LATIN e se traduz por aqui como telemedicina, é um programa mundial que faz de Alagoas o primeiro Estado do Norte/Nordeste a ingressar na vanguarda da assistência cardiológica, com um dos investimentos mais baratos do Brasil. É um serviço voltado ao diagnóstico e tratamento do infarto que será ampliado com a implantação do serviço nas UPAs de Palmeira dos Índios e Santana do Ipanema, fechando as regiões Agreste e Sertão. O presidente da Fundação Cordial, braço social do Hospital do Coração, que executa o serviço, cardiologista Ricardo César Cavalcanti, anunciou que a intenção é fazer de Alagoas um Estado seguro para o infarto até o primeiro semestre de 2018, com a extensão da rede no Litoral Norte e Zona da Mata. A Telemedicina Cardiológica usa a tecnologia da informação e internet na saúde para facilitar e permitir a troca de exames de eletrocardiograma de pacientes, sua interpretação e emissão de laudos médicos, garantindo maior agilidade no diagnóstico e no protocolo de tratamento. Em Alagoas chegou através de uma parceria da Fundação Cordial com a Secretaria Estadual de Saúde. O programa funciona assim: pacientes com dor torácica atendidos nas UPAs são submetidos imediatamente a eletrocardiograma que é enviado, pelo celular, para um centro de diagnóstico especializado, com médicos que atuam 24 horas, os sete dias da semana, em horários não comerciais e madrugadas. A equipe também é composta de cardiologistas intervencionistas, enfermeiros e técnicos de radiologia. O resultado não demora mais que três minutos, tempo em que, constatado o infarto, a equipe determina a transferência imediata para o Hospital Geral do Estado (HGE), que é o hospital de referência.