Cidades
Praça Sinimbu sofre com insegurança e abandono
Abandono, lixo amontoado, pouco movimento e as poucas pessoas que passam andam desconfiadas, olhando ao redor, e em ritmo acelerado. Essa cena se repete diariamente na Praça Sinimbu, localizada no centro de Maceió. Ela é uma das 250 praças existentes na capital. Há 24 anos, o ambulante Evandro de Oliveira sai de sua casa, no bairro do Jacintinho, às três horas da madrugada e chega à Praça Sinimbu às cinco da manhã para montar seu carrinho de balas e lanches. Logo que estaciona, o próprio Evandro limpa o espaço para deixá-lo mais agradável para ele e a clientela. No ponto de ônibus em que antes paravam vinte linhas, agora só restam duas, o que contribuiu para o abandono do lugar. Quem circula por lá observa o clima de insegurança e a estrutura precária. Em épocas melhores, o ambulante chegava a vender quase todos seus produtos e só voltava para casa de madrugada, o que não acontece mais hoje em dia. Já às 14 horas, ele guarda seus pertences e retorna para o Jacintinho, com apenas duas ou três águas vendidas, isso quando vende. ?Nós, que somos pais de família, trabalhadores, é que pagamos por esse descaso e falta de comprometimento com quem mais necessita?, lamenta. O comerciante contou já ter sido assaltado quatro vezes no local, que continua sem segurança e nenhum policiamento. Isso aumenta o medo da população. ?A gente sente medo de permanecer aqui, mas medo não enche barriga e não paga as contas?, relata Evandro. * Sob supervisão da editoria de Cidades