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Inspeção da Justiça revela principais problemas nas unidades prisionais de AL

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Integrantes do Poder Judiciário de Alagoas inspecionaram unidades prisionais em Maceió. Ao fim, um relatório será encaminhado à Corregedoria-Geral e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A primeira penitenciária a receber a equipe, ontem, o Baldomero Cavalcanti, tem a capacidade para 773, mas está atualmente com 962 reeducandos. O juiz José Braga Neto, da Vara de Execuções Penais, declarou que se trata de uma inspeção de rotina feita mensalmente. ?Especialmente estamos com o pessoal da Corregedoria. Já estivemos no Presídio do Agreste e agora vamos fazer todo o sistema prisional da capital. Vemos a situação dos presos, as instalações?, reforça Braga Neto. No Presídio do Agreste, de acordo com o magistrado, as condições não apresentavam graves irregularidades. Sobre a superlotação dos presídios, o juiz disse que é preciso abrir novas vagas. Atualmente, o sistema prisional alagoano acolhe 4.408 reeducandos, mas tem apenas 3.673 vagas disponíveis. ?É importante construir novos presídios. Temos que tomar medidas e isso tem sido feito. É preciso que o número de vagas acompanhe?, explica. Geraldo Amorim, juiz auxiliar da Corregedoria da Justiça, também acompanhou as inspeções. ?Há uma determinação para que a inspeção seja feita constantemente nas unidades penitenciárias do Estado. Estivemos no Agreste e na Casa de Detenção, que é ligada à Polícia Civil, que merece realmente um reparo estrutural. Detectamos algo nas instalações elétricas que põe em risco a integridade física dos presos e dos próprios policiais que estão ali trabalhando e dos jurisdicionados?, afirma. Já a respeito das demais unidades localizadas na capital, Geraldo Amorim ressaltou que nelas consta boa estrutura, apesar da superlotação, e que entre as maiores reclamações dos reeducandos está a dificuldade em conseguir mais remédios da parte médica, além da falta de variedade da alimentação servida e de comidas específicas que eles não podem receber por meio das visitas dos parentes. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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