Cidades
Sinteal critica modelo da escola integral
Alagoas já possui 35 escolas de tempo integral e, em 2018, outras 15 devem ser inauguradas, sendo três delas em Maceió, informa a Secretaria de Estado da Educação (Seduc). A ideia é oferecer aos estudantes da rede pública estadual, além do ensino regular, atividades extras como cursos profissionalizantes, disciplinas eletivas e projetos integradores. Prática de esportes e atividades em laboratório de robótica também são contempladas nas unidades. Porém, para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), o projeto só é ?bonito no papel?. A presidente da entidade, Maria Consuelo, alerta que a escola em tempo integral não consegue combater o trabalho infantil. ?O projeto é importante, porém, nos moldes em que está inserido, ainda deixa a desejar. A estrutura da rede precisa de adequações, existe uma carência grande de melhorias. Seria necessário que essas crianças e jovens recebessem uma bolsa para estudar, pois alguns deles não podem ficar em escola integral o tempo todo, precisam ajudar na renda familiar, por isso trabalham em subempregos?, afirmou, ao alertar que, segundo pesquisas, o Estado tem 31 mil crianças e adolescentes vítimas do trabalho infantil. ?A escola em tempo integral é importante, mas é necessário que se dê condições para os alunos se manterem, pois alguns deles precisam trabalhar muito cedo. É uma escola para poucos, num Estado desigual em que alunos começam a trabalhar cedo. Nós temos 135.000 alunos fora da escola entre jovens e crianças, ou seja, o maior índice de analfabetismo do País?, conclui. * Sob supervisão da editoria de Cidades