Cidades
Restrição alimentar não impede o prazer da ceia
As ceias de Natal e ano-novo são dois desafios para quem está fazendo dieta ou reeducação alimentar. O cardápio variado e os pratos preparados com glamour quebram a resistência de quem tem apetite e quase sempre sabotam o planejamento alimentar. Nessas horas, muitos esquecem as restrições alimentarem e também que prometeram chegar às férias de janeiro com um corpo mais enxuto e saudável, conquistado, quase sempre, com muita força de vontade para encarar refeições magras e atividades físicas mais pesadas. Entretanto, sempre é possível fazer escolhas mais acertadas, menos calóricas e igualmente saborosas nas duas ceias. A nutricionista Milena Porto, do instituto IPL, em Maceió, lembra que preparar uma ceia menos calórica, mas saborosa e nutritiva, depende do hábito da família e que, cada vez mais, é comum a decisão por pratos mais saudáveis. Contribui para isso a divulgação séria e frequente sobre os índices de obesidade no Brasil e as consequências nocivas dessa realidade para a saúde e a longevidade. Para se ter uma ideia, a pesquisa Vigitel 2016 (Vigilância de fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas) mostra que a obesidade cresceu 60% em dez anos no País, de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, e, junto com ela, houve aumento de 61,8% no número de pessoas com diabetes e 14,2% com hipertensão. Mais da metade da população brasileira (53,8%) está com peso acima do recomendado e 18,9% dos brasileiros estão obesos, diz a pesquisa, realizada com mais 53 mil pessoas acima de 18 anos. Em Maceió, mais da metade da população (55,4%), está com excesso de peso e 21% têm obesidade. ?Eu converso muito com os pacientes para educá-los sobre alimentação saudável e funcional. Não há a pretensão de fazer pacientes prisioneiros da dieta, e sim deixá-los livres para que façam a escolha mais inteligente e apropriada a cada caso de restrição alimentar. Mesmo numa ceia de Natal, sempre é possível optar por alimentos que não sabotem a dieta porque a quantidade de pratos é grande. É usar o bom senso, ser equilibrado?, avalia a nutricionista do IPL.