Cidades
Transplantados vivem reencontro de emoção
Francisco Sebastião Lima tinha 17 anos quando conheceu o médico José Wanderley Neto e recebeu o diagnóstico de que precisava de um novo coração para continuar vivo. E com urgência. Era 1989. O coração compatível com sua tipagem sanguínea surgiu num hospital de Aracaju. Estava pronto para transplante. Wanderley comprou passagens e levou seu paciente até Sergipe. ?Não havia tempo para burocracia. Embarcamos num voo da Transbrasil. Corremos. Conduzi a cirurgia, numa parceria inédita com colegas de Aracaju. Hoje, ele está vivíssimo?, recorda o cirurgião. ?Minha vida mudou completamente?, recorda Sebastião, 46, um dos 40 que receberam coração pelas mãos de José Wanderley. Ontem, 12 deles se reencontraram na Santa Casa para celebrar a vida. ?Se o pai dele não tivesse autorizado, a gente não teria tido chance alguma de sucesso?, recordou o cirurgião. Dias depois, no inesquecível 1989, Sebastião recebia alta médica e regressava a Alagoas. Sua vida mudou, mudou para melhor, para alegria de seus familiares. ?Graças a Deus?, comentou, dando abraço apertado no amigo José Wanderley e nos demais integrantes da equipe médica. Maria José de Souza, 49, era o retrato da emoção, no reencontro de ontem. Quanto tinha 33, e sofria com doença degenerativa, recebeu notícia de que seu novo coração estavam em Fortaleza.