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Paz reinou em réveillons promovidos nos bairros

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Disposição para trabalhar o catador de latinhas também diz ter. ?De eletricista, pedreiro ou encanador, o que aparecer?, ele destaca. Foi isso que ele pediu a Deus quando o sol se pôs na enseada da Pajuçara, onde foi colocada uma das cinco balsas com os fogos que seriam queimados mais tarde. De joelhos, ele abriu os braços, olhou em direção à linha do horizonte e costurou uma prece. ?Senhor, se Tu é fiel, me mostra uma solução para a minha vida?, pediu. ?Estou de braços abertos para Ti, como Teu filho abriu um dia para mim. Mas eu ainda não morri, Senhor. Então me ajuda?, suplicou. Há centenas de metros dali, o casal de turistas mineiro Magella Martins e Maria Secundo aguardava, com a família, a chegada do novo ano. Pela primeira vez em Maceió, o casal de aposentados estava encantado com a orla da cidade e aguardava com ansiedade a queima de fogos em um dos pontos onde foi colocada uma das balsas, na praia da Ponta Verde. Enquanto brindavam as conquistas e os desafios de 2017, Magella e Maria Secundo desejavam aos familiares e amigos um excelente ano-novo. ?Espero que seja melhor do que esse ano que termina?, destacou Secundo, ?com muita saúde e paz?. POLICIAMENTO Paz, aliás, reinou na noite de réveillon. Com menos gente do que no ano passado, a Polícia Militar registrou menos ocorrências, segundo o coordenador do policiamento na orla de Maceió, tenente-coronel Carlos Luna. Ele justifica que este ano, a festa da virada foi ?pulverizada? entre a orla da capital e os bairros do Jacintinho e Benedito Bentes, onde, além da queima de fogos, houve shows musicais. Para garantir a segurança nesses locais, a PM escalou 550 homens ? 200 deles espalhados pela orla, fazendo rondas a pé, enquanto outros 200 percorriam, em viaturas, as ruas do entorno. O soldado Mota ? o nome foi modificado a pedido, porque ele precisaria de autorização do comando para dar entrevistas ? era um dos que reforçou a segurança na orla.

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