Cidades
Casal descarta racionamento
As 800 mil pessoas que dependem da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), em Maceió, para fazer uso de água potável não devem sofrer com racionamento no fornecimento do mineral durante o verão. ?Não há qualquer previsão de racionamento na capital. Choveu muito bem durante o inverno e os mananciais estão abastecidos?, garante Clécio Falcão, presidente da estatal. Outras 250 mil pessoas, no entanto, vão ter que enfrentar a estação mais quente do ano consumindo água de fontes ?alternativas?, dentre as quais poços artesianos, geralmente clandestinos. Isso porque ?quase uma Arapiraca dentro de Maceió? ? confirma Falcão, numa referência ao quantitativo de consumidores na metrópole agrestina ? não tem qualquer acesso à rede de abastecimento da companhia. ?20% dos domicílios da capital não são abastecidos pela Casal. É como se uma Arapiraca inteira não contasse com o líquido distribuído (comercializado) pela empresa?, reconhece Falcão. Para garantir água potável aos demais moradores da capital, é preciso duplicar a ?produção de água? da Estação de Tratamento Pratagy, no Benedito Bentes. ?Esse reforço (duplicação da capacidade de tratamento de água na estação do Pratagy) pode ser possível daqui a quatro anos, mas depende da liberação de verbas do governo federal?, explica o gestor da empresa. Atualmente, é tratado 1,8 metro cúbico de água por segundo. A produção (tratamento) saltaria para 3,6 metros cúbicos por segundo, caso o projeto de duplicação seja, de fato, viabilizado. Embora os mananciais do Pratagy, Catolé e Aviação estejam cheios, não se descarta futuros problemas com o fornecimento do líquido. Motivo: um eventual problema técnico nas bombas de sucção ou então elétrico justificaria a interrupção do sistema, até posterior solução.