Cidades
HDT ser� reformado para atender v�timas da pneumonia asi�tica
FÁTIMA ALMEIDA O Hospital Hélvio Auto (Hospital de Doenças Tropicais), indicado pela Secretaria Executiva de Saúde como referência para receber pacientes acometidos da Síndrome Respiratória Severa Aguda (SARS) ou pneumonia atípica, não tem estrutura para essa missão. Mas, nos próximos 10 dias, passará por reformas emergenciais que vão criar um ambiente adequado, onde serão reservados 12 leitos para esse fim. Segundo a médica Rosileide Alves, assessora da direção, o HDT não tem nenhuma enfermaria de isolamento com pressão negativa, recomendada para pacientes com doenças respiratórias. A maioria das UTIs atendem a essa exigência, mas o hospital também não possui UTI. É, provavelmente, o único hospital do Brasil que não tem Unidade de Terapia Intensiva, segundo a dra. Rosileide. O espaço que seria reservado para esse fim está desativado porque a estrutura física é inadequada. ?Nossa preocupação é que fomos indicados como referência pelo Ministério da Saúde para abrigar pacientes da SARS. Mas, apesar de sermos um hospital de doenças infecciosas, não estamos capacitados para receber esses pacientes com a segurança que o caso requer?, diz ela. Diante da situação, a diretoria do HDT conseguiu do governo do Estado o compromisso de adaptar imediatamente as instalações para funcionamento de uma UTI. Segundo o último orçamento feito, em dezembro do ano passado, seriam necessários R$ 78 mil para dotar o ambiente de instalações adequadas. ?Acredito que hoje não chegaria a R$ 100 mil. O que é isso, diante dos benefícios que traria à vida dos nossos pacientes? ?, questiona a médica. Os equipamentos já existem e alguns são de última geração. O que faltam mesmo são condições de instalação. As adaptações não incluem a compressão negativa de ar, mas segundo Rosileide Alves, deixarão o hospital em condições de atender não só à necessidade emergencial gerada pela pneumonia atípica, mas outros casos de UTI. O suporte que será dado pela Secretaria Executiva de Saúde inclui biossegurança e máscaras adequadas para o manuseio dos pacientes, além de mudanças necessárias na estrutura física. Serão abertas paredes, janelas, colocadas portas de isolamento, feitas melhorias na planalização do ar comprimido e de oxigênio, reparos nas redes hidráulica e elétrica e outras adaptações de espaços físicos. ?Acredito que em dez dias teremos disponíveis oito leitos na UTI e mais duas enfermarias com dois leitos cada uma, totalizando 12 leitos. Aí sim, poderemos encarar o novo desafio?, afirmou a médica Rosileide Alves.