Cidades
Engenheiro alerta para necessidade de revisão
Com relação às rachaduras nas passarelas, o engenheiro Marcos Carnaúba explicou que, quando elas são transversais, indicam problemas de deformação ou de calor. Pode significar falta de armadura ou oxidação, corrosão e/ou deformação. Por isso, precisam ser bem avaliadas. Com relação às pontes que apresentam desníveis como se estivessem afundando lentamente, disse que o problema não é normal. ?Uma das fotos feitas da ponte sobre o Rio Pratagy, perto da foz que fica no Mirante da Sereia, não posso garantir que seja ou não uma concordância com a ladeira da própria estrada. Quando se tem uma ladeira, não é possível sair dessa ladeira numa linha reta, num plano. Talvez seja isso; talvez seja um recalque de fundação ? recalque é um afundamento anormal de fundação. Por isso, essas pontes antigas têm que passar por uma inspeção séria e com especialistas?. PADRÃO TÉCNICO Por outro lado, Marcos Carnaúba lembrou que quando as pontes antigas foram construídas, o peso de carga dos caminhões era outro. Quando se calcula uma ponte, se obedece a um padrão técnico para suportar peso. Ao longo do tempo, os caminhões foram aumentando, surgiram as carretas, os carretões, cegonheiros, e as pontes modernas acompanharam as evoluções, disse o engenheiro, ao acrescentar que elas suportam 45 toneladas. As pontes antigas eram para suportar até 36 toneladas. A Ponte Divaldo Suruagy, entregue ao tráfego da AL-101 Sul em 1979, que passa sobre o canal da Lagoa Mundaú, perto da foz, foi classificada pelo especialista como ?uma importante obra de engenharia?. Ela foi construída com a previsão de suportar as cargas atuais dos transportadores, porque as normas europeias, naquela época, recomendavam a construção de pontes com projeção no futuro. As pontes comuns e convencionais não tinham esse planejamento?, esclarece o engenheiro.