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Viol�ncia atinge 11.779 menores em Alagoas

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CAÍQUE MARQUEZ Um relatório com o levantamento dos casos de violência praticados contra menores, no ano passado, em Alagoas, foi divulgado, ontem, pelo Fórum dos Conselhos Tutelares do Estado de Alagoas e a Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e do Idoso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL). De acordo com o documento, no último ano, foram registrados 11.779 casos de violência contra crianças e adolescentes, sendo que 402 homicídios, 279 casos de violência sexual, incluindo estupros, atos libidinosos, atentado ao pudor e assédio, além de 3.800 espancamentos (agressões, lesões corporais, surras, aranhões e puxões) e 154 casos de prostituição infantil. O relatório apresenta, ainda, nomes dos supostos envolvidos com a comercialização e disseminação de drogas na periferia de Maceió. Entre as pessoas denunciadas pelos pais de menores envolvidos com entorpecentes estão jovens conhecidos apenas por seus apelidos, como Nêgo, Galeguinho, Etinho, Preto, Gáu, Jó, Galego, Xó, Piolho, Nado, Boca Quente, Juga, Nal, Pezão, Ney, Jucá, Serginho, Neguinho, Júnior Cola, Biro, Droguinha, Bariga, Chinho, Valmir, Jocélio, Índio, Edwaldo, Crespo, Galera do Biro, Ederaldo e Galo. O estudo recebeu informações condensadas do Fórum dos Conselhos Tutelares, reunindo denúncias dos 76 conselhos tutelares do Estado, comissões de Defesa da OAB e ainda dados da Pastoral da Criança, do Núcleo Temático da Ufal, do Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua, do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente e dos movimentos de defesa. Além disso, foram registrados os casos divulgados pela imprensa, visando dimensionar e dar visibilidade à cruel face da realidade vivida pela população infanto-juvenil de Alagoas. O documento mostrou 2.760 casos de abandono por parte dos pais ou responsáveis, 442 constrangimentos, 454 ameaças, 96 casos de sedução, 94 expulsões do lar, 357 casos de exploração da mendicância e 143 casos de trabalho infantil. Também foram registrados 173 menores com queimaduras, 56 casos de abandono intelectual, 660 incentivos e indução ao uso de drogas e álcool, 221 casos de gravidez precoce, 104 desaparecimentos, 847 menores com negativa de filiação, 277 permanecendo em locais proibidos, 186 passando fome, desnutrição e sem condições de sobrevivência. Já os casos de omissão de socorro à saúde foram 65 e 18 foram enquadrados em casos de seqüestro de filho por parte de pai ou mãe. O relatório apresentou 91 crianças perdidas ou sem referencial familiar, 30 crianças e adolescentes foragidos de casa, 79 casos de irresponsabilidade de pais ou responsáveis, 73 casos de confinamento e aprisionamento, 105 acidentes com crianças e adolescentes, 28 suicídios, 13 mortes por afogamento, 12 tentativas de suicídio, 42 feridos com armas de fogo e branca. Foram registrados pelos conselhos tutelares a utilização de cinturão, pedaços de paus, cipós, fios, além de socos e pontapés nos espancamentos. Nas queimaduras, foram utilizados ferros de passar, pontas de cigarro e tição de fogo. Os menores que estavam em cárcere privado foram aprisionados com correntes, cordas, cadeados e pedaços de pano.

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