Cidades
Skatistas relatam que são alvo de preconceito
A relação com a cidade tem sido considerada pelos skatistas um teste de resistência entre a possibilidade de praticar a modalidade em meio às praças danificadas e o próprio direito de ir e vir nas ruas da capital sem serem observados com preconceito ou perturbados por alguma abordagem policial. De acordo com o skatista e estudante de Publicidade Andrey Rios, que anda de skate há oito anos, a má condição das pistas decorrente da falta de manutenção é um dos problemas mais recorrentes. ?A pista é mal estruturada, as entradas são sinistras. Tudo está quebrado e os obstáculos nem existem mais. Os pisos também estão rachados?, diz. Em geral, os skatistas costumam correr pela tradicional Praça do Skate, o ?Banks?, além da pista da Pajuçara, o Corredor Vera Arruda, a praça do Benedito Bentes e da Santa Tereza. ?A gente mesmo faz as reformas com nosso dinheiro, junto ao pessoal dos patins, que também está sempre junto?, relata. ?Já corremos atrás da prefeitura, fizemos protesto em dia de evento, e não adiantou. Eles meio que se escondem. Até por parte privada tentamos organizar a pista, fazendo tudo certinho, mas não liberaram?, lamenta ele. ?A falta de estrutura da pista termina por prejudicar jovens que tentam praticar o skate enquanto modalidade esportiva. A gente tem muitas ideias de poder crescer no skateboard, mas a praça não ajuda, a prefeitura não ajuda. Tem muitos skatistas que desistiram pelo fato de não ter uma pista boa para andar?, conta o estudante secundarista Pedro Victor. ?No Banks, que é o berço do skate alagoano, vários profissionais de fora já chegaram para andar de skate. É patrimônio público que deveria ser preservado, mas o governo não chega junto e quem faz as reformas somos nós?, acrescenta Andrey Rios. Segundo ele, qualquer skatista nota que o piso não é adequado, nem as entradas de rampa. ?Você não vai com gosto pra andar de skate, você vai porque é o que tem?, destaca.