Cidades
Produção artesanal do Pontal continua a encantar visitantes
Lúcia Santos, de Minas Gerais, encantou-se com o filé produzido no Pontal da Barra. ?É lindo demais! Uma beleza!?. João Pereira, de São Paulo, elogiou a produção artesanal da comunidade. ?As peças são únicas?, comentou, enquanto observava blusas numa das 250 lojinhas do bairro. Além deles, centenas de visitantes circulavam entre estabelecimentos comerciais distribuídos pela principal rua da comunidade em que mais de mil famílias sobrevivem do fabrico do filé, o principal bordado dentre outros tipos de bordado utilizados para a feitura de vestidos, toalhas, entre outras peças. ?As vendas já foram muito melhores?, avaliou Maria Lígia, presidente da Associação de Moradores do Pontal. ?Uma década atrás, vendíamos R$ 3 mil por semana. Atualmente, quem vende R$ 2 mil por mês já está no lucro?, completou, mencionando o cenário de incerteza político-econômica. ?O turista de janeiro chega ciente de que tem muitas contas para pagar quando voltar para casa. É IPVA, matrícula de filho etc. É por isso que a maioria se controla e compra muito pouco?, analisa Maria Lígia, que sobrevive há 35 anos da produção artesanal comercializada na comunidade. Faz sentido. Lúcia Santos, que não quis ser fotografada, até prometeu que levaria alguma peça fabricada pelos artesãos do bairro, mas que, primeiro, pesquisaria bastante até encontrar algo cujo valor se encaixasse em sua capacidade de pagamento. ?É preciso pesquisar, mas vou comprar, sim?, disse. A reportagem não testemunhou a compra feita pela Lúcia, mas viu dezenas de visitantes circulando com alguma das peças produzidas pelos artesãos da comunidade. ?A gente vende, mas poderia vender mais?, comentou a comerciante Neuza Oliveira. Dona de estabelecimento na entrada de uma pequena galeria, ela vende blusas de filé. As peças são exclusivas ? ?Nenhum bordado é igual ao outro?, garante ? e custam até R$ 140 cada uma. ?Muitos acham caro, mas sempre há quem compre?, avisou. Seus produtos são fabricados no Pontal e na Massagueira, em Marechal Deodoro. ?Pago antecipado e me esforço para vender aos turistas?, avisou, enquanto observava o fluxo de mais de 40 turistas trazidos por uma empresa de receptivo.