loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Saneamento é ‘privilégio’ em AL

Ouvir
Compartilhar

Com uma cobertura sanitária abaixo da média nacional, Alagoas sente os efeitos nocivos do descarte irregular de esgoto doméstico. Enquanto no País 42,67% dos resíduos são tratados, a média no Estado fica na casa dos 20%. As consequências podem ser vistas com a poluição de praias, riachos e lagoas ou ainda com a contaminação do lençol freático e a proliferação de doenças consideradas primitivas, como diarreia e leptospirose. Maceió é a cidade do Estado com a maior cobertura, segundo dados da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). O município tem média de 35% do território saneado. Mesmo assim, a capital fica em 87º lugar quando analisadas as 100 maiores cidades do Brasil, de acordo com o Instituto Trata Brasil, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, formada por empresas com interesse no saneamento e na proteção de recursos hídricos. A Casal garante que tem feito investimentos, ampliado a rede coletora e buscado formas de minimizar o problema, mas a realidade se mostra bem diferente. Conforme o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, em 2015 (última informação disponível), foram realizadas 693 novas ligações de esgoto na capital. Para universalizar o sistema, somente em Maceió, seriam necessárias 72 mil ligações ? cada ligação beneficia um grupo de pessoas. Enquanto não pode contar com o poder público, a população se vira como dá. O principal método adotado nas residências são as fossas sépticas. No entanto, não é difícil flagrar esgoto correndo a céu aberto em bairros periféricos de Maceió ou em cidades do interior. Há ainda os que descartam os resíduos irregularmente em córregos, rios ou até mesmo em galerias pluviais, aumentando o risco de contaminação da rede de água e de degradação da saúde.

Relacionadas