Cidades
Comércio ilegal debilita animais
Eles foram feitos para viver livres. O homem, no entanto, com a capacidade que tem de se tornar vilão, interrompe as leis da natureza, captura, maltrata, comercializa e, em inúmeros casos, cessa a vida de muitos animais. Um predador insaciável. Quando os bichos não morrem, ficam com sequelas dos mais variados tipos. Mutilados, demoram meses, às vezes até anos, para se recuperar e, por conta das incapacidades, nem sempre conseguem retornar ao habitat, lugar de onde nunca deveriam ter saído. De um lado, o tráfico que vitimiza um número grande de animais todos os anos em Alagoas; do outro, a oportunidade de ver a vida renascer quando a ela é dada uma segunda chance. Localizado na Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no bairro do Farol, em Maceió, o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) é o lugar que serve de destino para os bichos que são entregues de maneira voluntária ou apreendidos durante operações do Instituto do Meio Ambiente (IMA), do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), ou do próprio órgão. Cercado pela Mata Atlântica preservada, é referência no tratamento e recuperação de animais no Estado. O espaço tem capacidade para acolher uma média de 5 mil animais por ano. Atualmente, conta com cerca de 600. Entre o canto das aves, que são maioria vivendo por lá, a agitação dos macacos-prego e dos filhotes de raposa, muitas histórias de superação já foram escritas. O tratamento adequado, aliado ao carinho e ao afeto dispensado pelos cuidadores, é a receita para uma reabilitação eficaz, capaz de devolver 4 mil bichos por ano para a natureza.