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Cuidado diferenciado garante sobrevivência

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Elas são conhecidas pela maneira mansa e tranquila de viver. O nome serve até como adjetivo para aquelas pessoas que têm um ritmo mais lento. Na natureza, levam horas e horas para se deslocar e para se alimentar. As preguiças, de tão dóceis, acabam sendo presas fáceis para outros bichos e para o homem. No Cetas, não é que elas tenham um tratamento diferenciado dos demais bichos, mas no coração da veterinária Ana Cecília têm um lugar especial. Desde a época quando foi estagiária do setor, entre os anos de 2008 e 2009, a profissional desenvolveu um sentimento especial por esse grupo de herbívoros. Ela conta que quando iniciou a vivência no Cetas ainda estudante, começou a perceber que as preguiças que chegavam ao local não sobreviviam por muito tempo. Nenhuma chegava a dois meses. O interesse em descobrir o que acontecia com elas foi tanto que a então aluna iniciou um processo de pesquisa. Entrou em contato com cuidadores de preguiça na Colômbia e em Ilhéus, no estado da Bahia. ?Eles possuem centros de referência no tratamento de cuidado das preguiças. Por isso busquei informações e comecei a desenvolver algumas adaptações. A primeira delas foi a dieta, pois antes elas eram alimentadas com comidas à base de ração para animais carnívoros, daí mudei a alimentação e comecei a introduzir refeições com comidas feitas a partir do leite de soja, pois elas não podem consumir outro tipo, já que são intolerantes à lactose?, explica a veterinária. Mas a alimentação por si só não era o bastante. Embora boa parte delas não tivesse mais morrendo por questões relacionadas a problemas digestivos como acontecia anteriormente, muitas delas ainda seguiam muito tristes e morriam com se estivessem deprimidas.

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