Cidades
Crescem as vendas de repelentes
Moradores dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, no Sudeste, e da Bahia, aqui no Nordeste, estão vivendo uma verdeira guerra contra a febre amarela. A doença já matou mais de trinta paulistas e acende o sinal de alerta em todo o País. Milhares de pessoas têm lotado os postos de saúde em busca da vacina, que agora será ministrada em doses fracionadas, para que possa ser distribuída ao maior número possível de pessoas. Embora Alagoas não tenha tido nenhum registro de suspeita da doença, muitos moradores, principalmente os que viajarão para áreas de risco, têm procurado os postos para tentar se vacinar. Além disso, o consumo de repelentes tem se tornado um aliado no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da febre amarela e de outras tantas doenças já conhecidas, como a dengue, a zika e chikungunya. O gerente de uma farmácia no bairro do Farol, em Maceió, disse que o estoque do produto precisou ser reforçado. Ele, que preferiu não se identificar, falou ainda que os repelentes ganharam até um local diferenciado dentro do comércio. ?A procura tem sido grande. Por isso, organizamos todos eles em uma única gôndola. Assim chama mais a atenção dos clientes. Temos de vários tipos. Aqui são pelo menos oito. Já estamos fazendo também promoções, como a de pagar por um e levar dois?, contou. O uso do produto, de fato, tem se tornado um hábito para muitas pessoas. A funcionária pública Janaína Alves entrou no nono mês de gestação e, desde o início da gravidez, o repelente virou indispensável. ?Antes mesmo de engravidar, eu já estava usando, principalmente por conta do surto de microcefalia, que é causado pela zika, transmitida pelo Aedes aegypti. Mas depois que descobri que estava grávida, passei a usar com frequência. Virou rotina. Para mim é tão indispensável como tomar banho e escovar os dentes, por exemplo?, disse.