Cidades
Agentes de endemias só cumprem 4 dos 6 ciclos de combate ao Aedes
O índice geral de infestação de 0,9%, em Maceió, do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, pode até ser considerado aceitável pelo Ministério da Saúde (MS), mas a caçada aos insetos que crescem em locais considerados ?vulneráveis?, como depósitos de entulhos, canteiros de obra e até cemitérios, recomeçou ontem cedo em alguns dos 50 bairros da capital. ?Infelizmente, ainda são muitos os pontos de proliferação do mosquito em toda a cidade. Apesar do combate e da conscientização feita pelos agentes, é muito comum acharmos insetos em entulhos e em restos de construção?, explicou Gilson Vieira, agente de endemia e coordenador do programa de controle do Aedes aegypti da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O descuido com o descarte de lixo ou com o armazenamento de água, por exemplo, explica por que os agentes de endemias constaram elevação dos focos do mosquito em bairros como a Ponta Verde, onde o índice de infestação predial é de 12%. O ideal seria de, no máximo, 1%, como preconiza o Ministério da Saúde. ?No geral, o índice de infestação da capital está abaixo de 1%, mas na Ponta Verde está muito elevado, 12%?, alerta Gilson Vieira. Na Pajuçara, por exemplo, o índice de infestação é de 7%. Os dados constam do mais recente Levantamento de Índice Rápido (Lira), feito pelos 385 agentes de endemias que trabalham diariamente em Maceió, das 7h30 às 13h30, e tem como missão visitar mais de 516 mil imóveis a cada dois meses.