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Cigarro eletrônico é alvo de controvérsia

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O cigarro eletrônico, ainda com venda proibida no Brasil, mas nem por isso menos consumido, tem conquistado adeptos entre fumantes de tabaco. A maioria adere por moda, mas há quem tenha optado como forma de reduzir o fumo tradicional. Foi assim que o empresário Otávio Gallindo (foto), estimulado pela esposa que está grávida de sete meses, largou suas três carteiras diárias há dois anos. ?Foi uma mudança radical. Parei de ter sintomas de doenças respiratórias, como faringite, tosse, além de dormir mal e me sentir cansado. Fumo o eletrônico, que só tem a nicotina, e me livrei daquelas mais de 4 mil substâncias tóxicas existentes no cigarro?, disse Otávio, enquanto baforava. A diferença principal é a ausência das substâncias cancerígenas. Otávio sabe que diminuiu os riscos, mas ainda continua exposto à nicotina. ?Mas até ela eu regulo a quantidade, pois eu quem preparo o líquido que será vaporizado?, completou Otávio. Com a mudança de hábito, ele fuma sem culpa em ambiente fechado, exceto naqueles onde o cigarro comum está proibido. O acesso a novos produtos se dá por meio da internet, e o preparo do cigarro é feito graças a um aplicativo que ensina a fazer a mistura. O tipo de equipamento que possui, somado, custa R$ 400. Ele tem o tanque, onde fica o líquido que produz o vapor, e duas baterias, que alimentam uma resistência. É com ele que vaporiza propileno glicol, glicerina vegetal, essência e nicotina. A médica pneumologista Mirtes Melo, com mais de 30 anos de experiência, foi enfática em afirmar que a redução do fumo tradicional por conta do cigarro eletrônico é uma falácia.

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