Cidades
Médico reflete se profissionais estão preparados para mudar
Há 32 anos como funcionário do Hospital Escola Dr. Portugal Ramalho e há oito como diretor-geral do maior hospital público para tratamento e assistência a pacientes portadores de transtornos mentais, o médico psiquiatra Audenis Lima de Aguiar Peixoto comemora, discretamente, as mudanças na Política de Saúde Mental no País. Ele lembra que Maceió é a última capital do Nordeste e o Estado, um dos últimos no Brasil a acabarem com o isolamento de pacientes nas internações de longo período. Porém, não esconde a preocupação com a nova política de tratamento por conta da falta de estrutura e poucos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para manter os Centros de Atenção Psicossocial com funcionamento adequado. Nesse período de trabalho no Portugal Ramalho, Audenis Lima acompanhou modificações no atendimento da saúde mental. Participou, por exemplo, do fim do tratamento de isolamento radical dos pacientes. Alguns, inclusive, ficavam em salas com grades naquele e nos outros hospitais de saúde mental.