Cidades
Hospitais psiquiátricos se adaptam à reforma
O diretor do Portugal Ramalho, Audenis Lima, também está preocupado com o funcionamento das residências terapêuticas, porque a única exigência é ter um cuidador. Nas de Maceió, é ter um cuidador e um técnico de enfermagem. As casas não precisam ter nenhum outro profissional, embora haja a supervisão médica garantida pelo município através dos Caps, das Upas e dos outros serviços de saúde mental municipais. Daqui em diante, o hospital psiquiátrico de referência terá número menor de leitos para internação. Também terá que oferecer melhor qualidade de atendimento, e nesse hospital não terá paciente morador. Apesar de ter 160 leitos vazios, a tendência dos 25 ?moradores? do hospital Portugal Ramalho é que sejam levados para as residências terapêuticas em breve. INCERTEZAS É imprevisível o futuro dos hospitais psiquiátricos privados, que em mais de sete décadas fizeram investimentos e tentaram acompanhar a política de saúde mental do Ministério da Saúde. Um deles, o José Lopes, não suportou os descompassos dos modelos econômicos do Ministério da Saúde, começou a ser desativado e a demitir funcionários em 2015. Hoje em dia, está fechado. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Unidades Hospitalares, Francisco Lima, disse que os últimos 40 funcionários estão recebendo as indenizações conforme os cálculos previstos pela legislação trabalhista. Mas nem todos devem fechar. O Hospital Miguel Couto, segundo os funcionários, está se adequando à Lei da Reforma do Atendimento Psiquiátrico. Já reduziu o quadro de funcionários e trabalha com 80 colaboradores. Lá, tem cerca de 130 pacientes. A maioria deve ser levada para as residências terapêuticas, quando houver vagas. As unidades particulares que ainda funcionam pretendem continuar atendendo pacientes de internação temporária.