Cidades
Alagoas recupera Mata Atlântica
Por muitos anos, os alagoanos usufruíram das matas de forma desenfreada. O resultado disso foi uma destruição em massa da Mata Atlântica, que foi quase dizimada, chegando o Estado a contar, na década de 1970, com uma área equivalente a apenas 3,5% de remanescente desse bioma. Cerca de 50 anos depois, quando todos vivem uma realidade voltada para a necessidade de abraçar o conceito de sustentabilidade no dia a dia, Alagoas dá exemplo de conscientização e união de forças, e começa a ganhar mais verde em meio a tanto azul do mar. Ainda há muito o que ser feito, mas dados da ONG SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que, em 2017, Alagoas figurava entre os cinco estados que estão no nível do desmatamento zero, que é quando há o registro de menos de 100 hectares (o equivalente a 1km²) de desflorestamento. Entre esses cinco, Alagoas ocupa a segunda posição, com 11 hectares de desmatamento, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte, com 6 hectares. Os demais são Pernambuco (16 ha), Paraíba (32 ha) e Rio de Janeiro (66 ha). De acordo com o vice-presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Afrânio Menezes, a recuperação florestal no Estado é fruto do trabalho conjunto dos órgãos ambientais, das ONGs e até do setor sucroalcooleiro, que começou a se conscientizar sobre os prejuízos de destruir a mata e passou, após anos de devastação, a investir no replantio. Todo o esforço já fez com que Alagoas saísse da zona crítica de ameaça do bioma, passando a contar, atualmente, com 16,80% de remanescente de Mata Atlântica. No Brasil, esse percentual é de 8,5%, o que deixa o País em área de ?hot spot? ? que são pontos considerados pela Unesco como extremamente devastados, já que têm menos de 10% do remanescente florestal, podendo desaparecer caso não sejam adotadas as providências visando à recuperação das matas.