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Internos deixam de ser ‘prisioneiros’

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As residências terapêuticas, em Maceió, começaram as atividades em dezembro, por determinação da Justiça de Alagoas, que acatou a orientação do Ministério Público, da Defensoria Pública e das famílias que cobraram a execução da lei, que ainda enfrenta resistência de alguns profissionais de saúde. Funcionários de hospitais públicos e privados atrapalham o processo. Dizem para as famílias que os doentes estão sendo transferidos para morrerem abandoados nas casas terapêuticas. Alegam que faltarão assistência médica e remédios. A equipe de jornalismo da Gazeta, durante três dias, visitou hospitais e as residências terapêuticas, conversou com funcionários, psicólogos, médicos, estudantes de Medicina e famílias de pessoas internadas, inclusive com os líderes do Conselho Federal de Medicina. A maioria tem dúvida da capacidade da Prefeitura de Maceió em manter a nova política de saúde mental, mas torce para o projeto dar certo. Os profissionais da saúde mental criticam a falta de estrutura e o funcionamento dos Caps. Dos cinco que existem na cidade, apenas um funciona em turno de 24 horas. Já as famílias, como a da aposentada Teresa Maria da Silva, que tem um neto de 18 anos internado com depressão num dos hospitais psiquiátricos particulares, ficou assustada com as informações que obteve a respeito das casas terapêuticas. Ela chorou e pediu para não tirar o rapaz da internação hospitalar. ?A gente acha que, se ele sair daqui, vai fugir da casa, voltar para as drogas, e pode até morrer?. O rapaz está internado há três meses.

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