Cidades
Pacientes são estimulados a ter um dia a dia normal
Com pelo menos 17 anos de atraso, os portadores de transtornos mentais deixam a condição de pacientes isolados da sociedade. Agora, são moradores de residências terapêuticas. Aos poucos, recuperam a cidadania. Eles têm direito a passear, fazer compras, ir ao cinema, ter outras atividades de lazer e, quando precisam, são atendidos em hospitais ou nos Caps. A assistente social Telma Nascimento, coordenadora-geral das sete residências terapêuticas de Maceió, é mãe de um paciente com transtorno mental e nunca teve coragem de interná-lo. ?Muitas famílias não conseguem lidar com a agressividade e outros comportamentos do portador de transtorno mental. Alguns pacientes foram esquecidos há mais de 10, 20 anos nos hospitais psiquiátricos. Essas unidades não eram moradias adequadas. Os pacientes ficavam lá como se estivessem presos e não fizeram nada para isso. Apenas são doentes?, explicou.