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Falta de experiência é um desafio

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Os profissionais da área de saúde mental também não escondem a preocupação com o pessoal recrutado para trabalhar como cuidadores e técnicos de enfermagem nas residências terapêuticas. A maioria desses trabalhadores, afirmam médicos e outros profissionais de saúde, não tem experiência para lidar com portadores de transtornos mentais. Segundo a residente do curso de Medicina da área de Saúde Mental do Hospital Portugal Ramalho, Vitória Gomes, o que preocupa é a situação de abandono familiar dos pacientes. ?Alguns estão aqui de forma compulsória, determinado pela Justiça. Então, fica a pergunta: para onde esses pacientes irão quando o hospital fechar ou como fica o tratamento desses pacientes nas residências terapêuticas??, questiona. Além disso, Vitória Gomes observa que os cinco Centros de Atenção Psicossocial são insuficientes para atender à demanda de pacientes com transtornos mentais. ?É preocupante não ter certeza de como será o atendimento de pacientes que precisam de acompanhamento diário, que foram abandonados pelas famílias e têm no hospital a sua única moradia. Será que as residências têm condições de entrar em contato com as famílias para inserir os pacientes no ambiente familiar? Temos muitas perguntas e poucas respostas?. A estagiária de Medicina Attie Dalboni, ao analisar a nova política de humanizar o tratamento de transtorno mental e colocar pacientes em residências terapêutica, considerou a medida como ?muito boa?. Mas, segundo ela, a medida é positiva se tiver suporte do Ministério da Saúde, das secretarias estaduais e municipais de Saúde e os Caps funcionando adequadamente.

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