Cidades
CFM considera que só o tempo atestará eficácia
O Conselho Federal de Medicina (CFM) somente saberá a eficiência da medida legal que autoriza o funcionamento das residências terapêuticas no Brasil e em Alagoas quando estiveram em pleno funcionamento, observa o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, o médico alagoano Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti, ao lembrar que a maioria das casas está em fase de implantação. Recentemente, Emmanuel Fortes auxiliou o Ministério da Saúde na discussão da reforma do tratamento psiquiátrico nacional. Nos últimos 30 anos, segundo o médico, havia uma postura ideológica interferindo na postura científica desse setor. ?A postura científica é aquela que utiliza a ciência com dados e resultados para aferir a eficácia do tratamento. Durante três décadas, a gente se debate com a ideia esdrúxula de que internar uma pessoa no hospital psiquiátrico é como se fosse um crime. Ter um ambulatório de psiquiatria de saúde mental onde as pessoas fazem consultas ou psicoterapia e voltam para casa também seria um crime. Recentemente, o Ministério da Saúde revogou as portarias nesse sentido e voltou a incluir no rol de estabelecimentos para assistência para os doentes mentais os ambulatórios e os hospitais psiquiátricos?. O vice-presidente do CFM avalia que as casas terapêuticas podem ter bons resultados. ?A sociedade cobra que o doente tenha condições de viver em casa, mas, às vezes, não tem essa condição. Alguns, quando chegam em casa, ficam violentos, perigosamente agressivos, não aceitam tomar a medicação, e num ambiente protegido se torna uma pessoa dócil, mais obediente aos comandos e recomendações médicas. Nesse sentido, as residências terapêuticas podem ser úteis?, diz.