Cidades
Polícia e MPT investigam morte de trabalhadores
A trágica morte de dois trabalhadores, na noite de sexta-feira, 26, da empreiteira Engemat, que presta serviços à Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), revelou os sérios riscos que corriam em atividades de limpeza de galerias de esgoto. Eles trabalhavam na Rua Soldado Eduardo dos Santos, no bairro da Jatiúca, quando Cícero Porto da Silva, 45 anos, foi sugado pela água. O companheiro de trabalho, Adeilson Batista da Silva, 23 anos, foi em seu socorro, mas também foi tragado pela tubulação. O primeiro corpo a ser resgatado foi o de Cícero, enquanto Adeilson foi localizado quase 20 metros além do local onde havia desaparecido, graças a um esforço de homens do Corpo de Bombeiros e dos próprios operários. No local do acidente, familiares e outros trabalhadores confirmaram que a atividade envolve muitos riscos, principalmente quando as galerias estão com água. Na prática, a depender do volume e ação da gravidade, ela apresenta correnteza, o que exige muita perícia de quem estiver submerso. Diante do ocorrido, a continuidade dos serviços, conforme disseram alguns trabalhadores, só será possível se houver algum bloqueio da água e uma estratégia de segurança. Eles também confirmaram que, desde que iniciaram as atividades, nenhuma fiscalização foi realizada para verificação das condições de trabalho. Ontem, o delegado interino do 2° Distrito, Robervaldo Davino, confirmou que instaurou inquérito para apurar responsabilidades. ?Vamos apurar se houve responsabilidade penal sobre o acidente. Isso é uma maneira, inclusive, de garantir o pagamento de seguro, no futuro, se houver algum tipo de indenização?, disse Davino, lembrando que o andamento da investigação será conduzido pelo delgado titular, Egivaldo Lopes de Messias, que reassume o comando ainda esta semana.