Cidades
Intermediários exploram turistas
Alguns turistas reclamam dos preços cobrados pelos intermediadores dos passeios das nove ilhas. Além de desproporcionais, tem gente que promete serviços e surpresas que não existem, como golfinhos e botos no trajeto das ilhas. A Gazeta de Alagoas se infiltrou entre os turistas para fazer o passeio ecológico e tentar ver os animais prometidos. A primeira impressão foi que o serviço oferecido por empresas especializadas em turismo é ofertado, também, por intermediários. O valor do passeio de catamarã cobrado pelas empresas é de R$ 40 por pessoa e até R$ 60 se for incluído o almoço num dos restaurantes indicados. O preço mínimo abrange R$ 30 do passeio pelas nove ilhas e mais R$ 10 na parada obrigatória na ilha de apoio ?Carlito?, ou mais R$ 20 de almoço (opcional). Os bares e restaurantes do Pontal da Barra também atuam como intermediários. Mas garantem que cobram o preço real. Os intermediadores atuam em pontos da orla da Pajuçara, às portas dos hotéis, perto da Feirinha da Pajuçara e nas principais vias de acesso ao Pontal da Barra. Cobram entre R$ 70 e R$ 200 por pessoa. Um turista estrangeiro desavisado pode pagar até mais caro. A guia de turismo e intermediária Ana Karla de Almeida disse que trabalha com o preço certo. Cobra R$ 90, que correspondem ao transporte até o pontal, almoço e passeio. A depender da quantidade de passageiros, pode ocorrer uma pequena redução do preço. Ao perceber o colega Márcio Lira oferecendo passeio na suposta rota dos golfinhos, Ana reagiu: ?Não posso oferecer um passeio com atrações que não existem no nosso complexo lagunar. Isso já deu até polícia aqui?. A ocorrência policial se deu na semana passada, quando um turista contratou o serviço pela rota dos animais, fez três viagens e nada de golfinho. O intermediário teve que devolver o dinheiro ao turista enganado para não ser preso.