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Estabelecimentos amargam prejuízos com interdição

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Os 45 funcionários de estabelecimento especializado em pratos à base de carnes têm muito pouco o que fazer. Os empregados de loja especializada em produtos veganos ?matam? o tempo vendo vídeo em rede social porque a clientela despareceu depois da interdição de trecho da Avenida Dr. Antônio Gomes de Barros, a antiga Amélia Rosa, onde os negócios estão montados. ?A gente tinha movimento em até 80 mesas, entre segunda e sexta-feira. Depois da interdição, pouco mais de 20 mesas são ocupadas. A clientela não vem porque o carro, meio de transporte de nosso consumidor, não passa em frente ao estabelecimento. O prejuízo é grande?, explica Valter Teles, atual gerente do estabelecimento. Ele estima em até 60% a redução no fluxo de consumidores. ?Imagine um estabelecimento funcionando abaixo de sua capacidade há mais de mês. O faturamento despencou. Já recorremos a empréstimo para honrar compromissos, pagar salário dos 45 funcionários. Esperamos que a obra seja concluída o quanto antes?, comentou. A ?suspensão temporária? das obras de esgotamento sanitário na Amélia Rosa ocorreu por causa do acidente que vitimou dois operários, no dia 27 de janeiro. Em nota oficial, a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) explicou que a interrupção foi necessária para que perícia identifique as causas do acidente.

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