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Assoreamento das lagoas exige pressa

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Existe no Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil um projeto que tem como objetivo destinar recursos para o desassoreamento dos trechos mais críticos das lagoas Mundaú e Manguaba. A proposta foi encaminhada pela Prefeitura de Marechal Deodoro. O assunto foi abordado em matéria sobre o passeio às nove ilhas espalhadas pelas regiões sul e central da Laguna Mundaú, publicada na edição desse fim de semana da Gazeta de Alagoas. Estudos realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) confirmam a necessidade de intervenções para sanar problemas causados pelo assoreamento que comprometem a navegação nos municípios de Marechal Deodoro, Maceió, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco e Pilar. O assoreamento das lagoas é um processo natural. Porém, agravado pela ação do homem, que retirou as matas ciliares e das encostas. Nos períodos de chuva, os sedimentos escorrem e ficam depositados no fundo das lagoas. Com o tempo de acumulação, a profundidade é reduzida. Como as correntes não têm força para empurrar esses sedimentos, são formados bancos de areia, avaliam os técnicos ambientais. Entre os problemas causados pelo assoreamento estão a impossibilidade de navegação em diversos pontos, a redução da quantidade de peixes e o aumento dos riscos de enchentes nos períodos invernosos. A solução para isso, de acordo com o prefeito de Marechal Deodoro, Cláudio Roberto Ayres da Costa ? Cacau (PSD) ?, é o desassoreamento com ajuda de dragas para retirar os sedimentos e, consequentemente, aumentar a profundidade nas lagoas.

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