Cidades
Fechamento de rua gera confusão
A tentativa de transformar em condomínio, a todo custo, uma área do Loteamento Jardim Formosa, no Salvador Lyra, tem gerado constrangimentos e dividido os moradores da região. A colocação de uma grade e, posteriormente, de um portão com guarita teve início em 2015 e culminou com a cobrança de taxa de condomínio e a proibição do morador José Márcio Custódio de entrar na própria residência. ?Somos uma das famílias que não concordaram com o fechamento [da rua], muito menos com a cobrança de taxa de condomínio. De modo que, no mês passado, o vigilante disse que não entraríamos porque não estávamos pagando?, relembrou a esposa dele, Fátima Bulhões. Depois de muita discussão, a entrada foi permitida, mas a família não esquece o constrangimento. José Márcio, inclusive, foi acionado judicialmente por não estar ?em dia? com a taxa cobrada. O valor mensal já chegou a R$ 100, mas, agora, estagnou em R$ 60. Como resistiu a pagar, foi cobrado em pouco mais de R$ 1.600 na Justiça. Segundo Fátima, em nenhum momento ele assinou documento concordando com a medida. ?A pessoa que tomou a atitude do fechamento se vale de uma lista de presença que ele assinou numa assembleia que tratou de outro tema?, lembrou. A preocupação de outra moradora, Elza Maia, é que o serviço de coleta de lixo na região seja suspenso, assim como outros de responsabilidade do município. ?Isso já foi alertado por uma fonte que temos na própria prefeitura. Com o fechamento, a coleta e outros serviços, como iluminação, deixam de ser prestados?, disse Elza. Ela é esposa de Pedro Canuto, que preside a Associação dos Moradores do Loteamento Jardim Formosa. Ele diz que uma nova associação foi criada por causa do fechamento da rua. ?É essa quem está efetuando a cobrança e transformando essa parte do loteamento em condomínio. Isso passou por cima de tudo que fizemos aqui desde que chegamos?, contou Pedro.