loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Solidariedade que faz a diferença

Ouvir
Compartilhar

A experiência do trabalho voluntário transforma vidas: a de quem se oferece para colocar a mão na massa e a de quem recebe mais que o alimento, a roupa ou o banho, mas o carinho, o afeto e as lições daqueles que decidiram parar e fazer mais, mesmo parecendo pouco. A comunidade Sururu de Capote, no bairro do Vergel do Lago, em Maceió, é conhecida por todos os problemas sociais que enfrenta. Desde a falta de saneamento básico à violência; da escassez de moradia à ausência de oportunidade de trabalho para os jovens e adultos que acabam vivendo à margem da sociedade. Uma alternativa para tudo isso nem sempre é encontrada, e o caminho mais fácil, por vezes, parece ser o da criminalidade. Na contramão, surgem projetos e iniciativas que buscam resgatar essas pessoas e mostrar que é possível, sim, construir uma história diferente. O Instituto Servir fica ao lado da Igreja Católica Virgem dos Pobres, e, como o próprio nome sugere, está ali para servir à população. O local é referência na comunidade e oferece diversos serviços, que vão de cursos a aulas de educação física, de refeições a oficinas de idiomas. Tudo com o objetivo de incluir os jovens e adolescentes em atividades que possam afastá-los das ruas e mantê-los ocupados. Por lá, nos dias de segunda, quarta e sexta, são desenvolvidas aulas de diversas modalidades esportivas, como futsal, vôlei e basquete. O diretor-administrativo do Instituto, Robert dos Santos, explica que isso só é possível graças ao trabalho voluntário. ?Nós temos duas pessoas da área de educação física que nos auxiliam nesse trabalho. É bom para os nossos jovens, mas também para elas, que vão colocar em prática tudo o que aprenderam?, reforça. O instituto atende a uma média de 150 famílias. De segunda a sexta, a partir das 11h30, é oferecido almoço. ?Nós entendemos a importância dessa refeição. Muitas pessoas, acredite, só comem uma vez por dia, e é justamente aqui que isso acontece. Na quinta-feira também distribuímos sopa na comunidade?, explica Robert. Ele conta ainda que as famílias são cadastradas. O serviço social do instituto é responsável por visitar e conhecer a realidade das famílias que frequentam o lugar. Com uma filha no colo, a jovem Wiliane Priscilas Cavalcante, 23, é mãe de mais 3 crianças. Ela está desempregada e conta que o dinheiro que recebe do Bolsa Família mal dá para custear as despesas com aluguel e outras situações. Para ela, o almoço no instituto é uma grande ajuda. ?Se não fosse isso, nem sempre eu conseguiria almoçar junto com meus filhos?, fala. A iniciativa de construir o instituto surgiu de dois empresários do ramo de objetos hospitalares. Por entenderem que esse trabalho é uma maneira de retribuir tudo o que conquistaram, eles preferem não se identificar. Uma das diretoras do Servir explica o motivo da comunidade ter sido escolhida para abrigar a sede do instituto. ?Nós fizemos pesquisas e percebemos que é uma região carente de tudo. Por isso, decidimos que esse seria o lugar ideal?, diz Eduarda Meireles. O local conta atualmente com quadra poliesportiva, cozinha, refeitório e 14 salas, que são usadas para aulas e cursos. O laboratório de informática e o consultório odontológico, embora equipados, estão sem funcionar. ?É até um pedido que nós fazemos, tanto para estudantes quanto para profissionais que queiram ser voluntários. Seriam mais dois serviços importantes que estaríamos oferecendo a essas pessoas. Estamos abertos e prontos para receber quem puder ajudar?, convida Eduarda.

Relacionadas