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Reajuste do mínimo não cobre gasto do trabalhador

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Em vigor desde 1º de janeiro, o novo salário mínimo, que passou de R$ 937 para R$ 954, em nada mudou a vida do trabalhador, que segue insatisfeito com o reajuste. A Aliança Comercial de Maceió acredita que o aumento de R$ 17,00 pode prejudicar o comércio devido ao valor do aumento ser menor do que o esperado. A aposentada Maria Aparecida dos Santos, 51, diz que esse aumento não foi o bastante para seus gastos, e que continuará a economizar para poder pagar as contas do mês. ?Esse aumento não mudou em nada para mim, esperava mais. O aumento foi muito pouco, as coisas andam difíceis, mas a gente se ajeita como pode. Eu não vou poder parar de economizar, até porque essa é a única solução para sobreviver com o salário mínimo?, disse ao revelar que o salário mínimo é a sua única fonte de renda fixa. A aposentada Maria de Fátima da Silva, 63, assim como Maria Aparecida, também se mostrou insatisfeita com o valor. ?Em outros anos aumentava R$ 50 mais ou menos e, devido à situação financeira do País, esse aumento piorou. Considerei como uma injustiça esse reajuste?, desabafou. Maria de Fátima ainda contou que, atualmente, possui dívidas para pagar e que já recorreu a empréstimos. ?Hoje em dia eu só ando pagando os empréstimos?, afirmou. E, para pagar o aluguel da casa em que vive, ela explicou que o esposo fica responsável, já que salário mínimo que ela ganha não custeia o gasto com o aluguel. Gerente de uma loja de sapatos no centro de Maceió, Manassés dos Santos concorda com a opinião dos populares e afirma que o novo aumento não beneficiará o comércio ou qualquer outro segmento. ?Nos anos anteriores, que o salário mínimo tinha um bom aumento, era nítido o aumento de vendas no comércio. Agora, acredito que as pessoas não se sentirão incentivadas a comprar porque o dinheiro já vai servir para pagar outras pendências?, opinou. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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