Cidades
Operários eram expostos a riscos
Um laudo inicial elaborado pelo setor de perícias do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas aponta que a empresa Engenharia de Materias (Engemat) não ofereceu treinamento específico aos trabalhadores que morreram ao tentar desobstruir uma galeria de esgoto na Jatiúca, no mês de janeiro, em Maceió. A informação foi repassada pela procuradora do MPT Eme Carla Carvalho, durante audiência de instrução, realizada nessa terça-feira, 20, para apurar as circunstâncias que resultaram nas mortes. De acordo com o MPT, o órgão aguarda os relatórios de análise de acidente de trabalho do Ministério do Trabalho, Corpo de Bombeiros, Instituto de Criminalística e Centro Municipal de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) para dar andamento às investigações. Contudo, já constatou, inicialmente, que a Engemat não ofereceu às vítimas do acidente e aos demais trabalhadores um treinamento específico para atividades em espaço confinado, deixando de capacitar os empregados para situações de emergência e salvamento, o que afronta a Norma Regulamentadora (NR) 33 do Ministério do Trabalho. Por isso, o MPT concedeu prazo de 48 horas para a Engemat comprovar, oficialmente, se a equipe envolvida no acidente recebeu Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Na ocasião, a procuradora Eme Carla voltou a afirmar que o objetivo do MPT é apurar as causas do acidente e evitar que casos semelhantes aconteçam. ?Iremos atuar no sentido de, primeiramente, investigar as causas do acidente, ver em que ponto as medidas de segurança não foram observadas pela empresa e buscar a correção dessas falhas. Há outros trabalhadores que estarão sendo submetidos ao mesmo risco, e nós queremos coibir a repetição de acidentes?, ressaltou.