Cidades
Custo mensal de manutenção dos serviços é de R$ 1 milhão
As Unidades de Pronto Atendimento são serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), mas com modelo de gestão diferenciada, explicou a diretora médica Sandra Lima Barreto, ao acrescentar que o funcionamento é pelo sistema de Parceria Público-Privada (PPP), um modelo instituído pelo governo federal desde 2004. ?As PPPs da saúde visam otimizar e melhorar a prestação de serviço através da contratação de uma empresa privada, no caso aqui uma Organização Social (OS) sem fins lucrativos. Essa OS recebe o recurso do Ministério da Saúde proposto para gerir as unidades?, explica. No caso, cada UPA recebe pouco mais de R$ 1 milhão por mês. Desse total, o governo federal banca 50%, e o Estado e o município entram com 25% dos recursos, cada um. A gestora preferiu não precisar o custo funcional e operacional das UPAS. Segundo ela, o acerto financeiro fica entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a presidência do Instituto Saúde e Cidadania (Isac) com sede em Brasília, que na verdade é que gerencia o contrato de funcionamento das unidades. Ao ser indagada por que a gestão humanizada das UPAs é diferente das gestões do posto de saúde, a médica Sandra Lima Barreto não soube responder à reportagem. Ao falar da diferença, explicou que o posto de saúde faz o atendimento primário, via programas de Saúde da Família (PSF) e o de Atenção Básica. Já o objetivo das unidades é acolher e tratar os quadros agudos. Esta inserida nas urgências e emergências. Faz parte da linha pré- hospitalar fixa. O Samu é a linha pré-hospitalar móvel. A Atenção Básica dos Postos de Saúde funciona no tratamento de patologias crônicas, na prevenção de doenças, na educação para a saúde e num perfil mais amplo de atendimento social.